A ansiedade pode fazer parte desta fase
Esperar por resultados, antecipar uma sessão, lidar com alterações no corpo e reorganizar o quotidiano pode trazer inquietação. A ansiedade também pode surgir sem uma causa fácil de nomear. Reconhecê-la ajuda-nos a escolher uma resposta adequada.
Se a ansiedade for intensa, persistente, interferir com o sono ou dificultar o tratamento, partilhamos isso com a equipa de oncologia. Alguns sintomas podem estar relacionados com medicamentos ou outras causas clínicas que precisam de avaliação.
Sete formas de criar algum alívio
- Abrandar a saída do ar. Inspiramos sem esforço e deixamos a expiração durar um pouco mais. Repetimos durante um ou dois minutos, sem prender a respiração.
- Sentir os pontos de apoio. Reparamos nos pés no chão, nas costas na cadeira e nas mãos pousadas. O objetivo é trazer a atenção ao presente.
- Nomear cinco coisas à nossa volta. Observamos cinco coisas que vemos, quatro que sentimos com o toque, três que ouvimos, duas que cheiramos e uma que saboreamos.
- Reduzir o horizonte. Trocamos “como vou aguentar tudo?” por “do que preciso na próxima hora?”.
- Preparar uma pequena lista. Escrever perguntas antes de uma consulta liberta a mente da obrigação de recordar tudo.
- Escolher uma presença. Podemos combinar uma chamada, pedir companhia ou dizer a alguém que hoje precisamos apenas de escuta.
- Criar um ritual simples. Uma música, uma manta, uma bebida autorizada pela equipa clínica ou dois minutos junto a uma janela podem assinalar um momento de pausa.
Um exercício de dois minutos
Colocamos os pés no chão. Inspiramos suavemente. Expiramos devagar. Reparamos em três cores à nossa volta. Perguntamos: “Qual é a próxima coisa pequena de que preciso?”
O exercício não precisa de eliminar a ansiedade para ser útil. Pode apenas baixar um pouco a intensidade e ajudar-nos a escolher o passo seguinte.
Quando procuramos apoio
Conversamos com a equipa de saúde quando a ansiedade se torna difícil de gerir, quando surgem ataques de pânico, quando deixamos de conseguir dormir ou quando pensamos em faltar ao tratamento por medo. Numa emergência, contactamos o 112.
Para os momentos em que precisamos de presença regular, a Senectus cria conversas privadas por telefone com um Companion. Esse apoio é humano e não clínico.
Perguntas frequentes
A ansiedade durante a quimioterapia é comum?
As respostas emocionais variam. Medo, stress e ansiedade podem surgir durante o diagnóstico e o tratamento. Quando são intensos ou persistentes, falamos com a equipa de saúde.
Os exercícios de respiração substituem apoio psicológico?
Não. Podem ajudar a criar uma pausa, enquanto o apoio psicológico e médico avalia e acompanha situações que precisam de cuidados especializados.
O que faço se ficar tonto ao respirar devagar?
Paramos o exercício e retomamos a respiração habitual. Dificuldade respiratória nova, intensa ou preocupante deve ser comunicada à equipa de saúde ou ao 112 numa emergência.
Fontes e leitura adicional
Consultámos fontes institucionais para rever as recomendações de segurança deste artigo.
- National Cancer Institute: Adjustment to Cancer: Anxiety and Distress
- National Cancer Institute: How to Relax Your Mind and Body
- Macmillan Cancer Support: Support with cancer and anxiety