Começar pela autonomia

A pessoa em tratamento continua a decidir quem participa, o que quer partilhar e que tipo de ajuda aceita. Perguntamos antes de falar com profissionais, transmitir informação a terceiros ou organizar visitas.

Oferecer ajuda de forma concreta

“Se precisares de alguma coisa” pode ser difícil de transformar num pedido. Podemos propor duas opções simples:

  • “Preferes que ligue na terça ou na quinta?”
  • “Posso deixar uma refeição ou tratar de uma compra. Alguma destas opções ajuda?”
  • “Queres companhia na deslocação ou preferes ir sozinho?”
  • “Falamos sobre o tratamento ou fazemos uma pausa desse assunto?”

Escutar sem corrigir a emoção

Frases como “vai correr tudo bem” podem fechar uma conversa quando a pessoa precisa de reconhecer incerteza. Podemos responder: “Estou aqui”, “quero perceber” ou “o que seria útil hoje?”.

Também respeitamos momentos em que a pessoa não quer falar. Continuidade pode significar voltar a perguntar noutro dia sem criar culpa.

Coordenar sem controlar

Uma lista partilhada de tarefas, um calendário ou um grupo familiar pode ajudar, desde que a pessoa concorde. Definimos quem comunica com quem e evitamos que tenha de repetir a mesma atualização muitas vezes.

A privacidade continua a pertencer à pessoa em tratamento. Quem ajuda não recebe automaticamente acesso a conversas ou informação clínica.

Cuidar de quem acompanha

Familiares e amigos também podem sentir medo, cansaço e impotência. Criar apoio próprio ajuda-nos a estar presentes sem colocar toda a tensão na pessoa em tratamento.

Quando a família não consegue estar disponível com regularidade, um Companion pode acrescentar uma relação de companhia. A pessoa que participa conhece o serviço e decide se quer avançar.

Perguntas frequentes

O que devemos dizer a alguém em quimioterapia?

Podemos começar por uma pergunta simples e ouvir a resposta. Não precisamos de encontrar uma frase perfeita.

É útil insistir para a pessoa sair ou falar?

Convidamos sem pressionar e respeitamos a resposta. Podemos voltar a oferecer companhia noutro momento.

A família recebe informação das chamadas Senectus?

As conversas são privadas. A pessoa que participa mantém controlo sobre o que quer partilhar.

Fontes e leitura adicional

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