Criar um espaço sem avaliação
Durante o tratamento, muitas conversas têm objetivos práticos: sintomas, horários, resultados e decisões. A escrita pode abrir um espaço onde não precisamos de explicar nem proteger ninguém.
Usamos papel ou telemóvel. Definimos um tempo curto e damos permissão para deixar frases incompletas.
Sete perguntas possíveis
- O que ocupa mais espaço em mim hoje?
- O que gostaria que alguém compreendesse sem eu ter de explicar muito?
- O que está sob o meu controlo nas próximas 24 horas?
- Que parte do dia me trouxe algum conforto?
- Que pergunta quero levar à equipa de saúde?
- De que tipo de companhia preciso neste momento?
- O que posso deixar para outro dia?
Fechar o exercício
Quando terminamos, pousamos a caneta, respiramos ao ritmo habitual e reparamos onde estamos. Podemos guardar, apagar ou rasgar o texto. Partilhar é uma escolha.
Se a escrita trouxer sofrimento intenso, interrompemos e procuramos uma pessoa de confiança ou apoio profissional.
Da página para uma conversa
Podemos sublinhar apenas uma frase e usá-la para iniciar uma conversa: “Hoje percebi que preciso de companhia” ou “Quero falar sobre isto sem procurar uma solução”.
Na Senectus, cada chamada pode começar por aquilo que está mais presente naquele dia. Também pode começar por um assunto leve.
Perguntas frequentes
Temos de escrever todos os dias?
Não. A escrita é uma ferramenta opcional e pode ser usada apenas quando fizer sentido.
Devemos reler tudo o que escrevemos?
Só se quisermos. O valor pode estar no ato de escrever, sem necessidade de guardar ou analisar.
A escrita substitui terapia?
Não. Ajuda algumas pessoas a organizar pensamentos, enquanto a terapia oferece avaliação e acompanhamento profissional.
Fontes e leitura adicional
Consultámos fontes institucionais para rever as recomendações de segurança deste artigo.
- National Cancer Institute: Emotions and Cancer
- National Cancer Institute: How to Relax Your Mind and Body